Ser síndico significa gerenciar múltiplas responsabilidades, e uma delas é particularmente desafiadora: controlar a conta de energia elétrica.
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ToggleElevadores funcionando 24 horas, iluminação de áreas comuns, bombas de água, ar-condicionado de salões,tudo isso consome energia constantemente. Em muitos condomínios, a eletricidade é a terceira maior despesa operacional, perdendo apenas para segurança e manutenção predial.
Quando a conta de luz chega, é comum os moradores questionarem: “Por que está tão cara? Não seria possível reduzir?” E infelizmente, muitos síndicos não têm uma resposta além de explicar que os custos com energia sobem todos os anos.
Mas isso está mudando.
Condomínios brasileiros estão descobrindo que é possível reduzir a conta de energia em até 95%, gerando economia de milhares de reais mensalmente. A solução? Energia solar. E o melhor: já existe legislação clara, modelos de implementação comprovados, e tecnologia madura para fazer isso acontecer.
Este guia foi feito para síndicos, administradores e conselheiros que querem entender, de verdade, como implementar energia solar em condomínios. Vamos falar sobre como funciona, quais modelos escolher, como aprovar em assembleia, quanto custa, quanto economiza, quais os riscos legais, e como começar hoje.
Por que agora é o melhor momento para síndicos investirem em energia solar
1- Legislação estável até 2045
A Lei 14.300/2022 (Lei da Geração Distribuída) oferece segurança jurídica até 2045. Isso significa que condomínios que investem agora têm garantia de que as regras não vão mudar drasticamente. Não há risco de o governo proibir solar ou mudança abrupta de regras.
2- Tecnologia consolidada e confiável
A energia solar não é “futurista”, é tecnologia comprovada há décadas. Painéis solares têm vida útil superior a 25 anos, degradação anual de apenas 0,5%, e são projetados para resistir a condições climáticas extremas. Brasil já tem 3 milhões de sistemas instalados, gerando dados reais sobre performance.
3- Preços em queda contínua
O custo da energia solar caiu 70% na última década e continua caindo. Enquanto isso, as tarifas de eletricidade subiram acima da inflação. A inversão de custo (solar barato vs eletricidade cara) torna o momento economicamente favorável.
4- Demanda crescente de moradores
Condomínios que instalam energia solar ganham vantagem competitiva no mercado imobiliário. Compradores e locatários buscam propriedades sustentáveis, com menor custo de manutenção. Isso valoriza imóveis e torna o condomínio mais atrativo.
5- Financiamentos acessíveis
Bancos e financiadoras oferecem linhas especializadas para energia solar em condomínios, com prazos de até 144 meses e juros reduzidos. Muitos projetos têm parcelas menores que a economia mensal gerada—tornando o investimento praticamente neutro ou positivo em caixa.

Os 4 Modelos de Energia Solar em Condomínios Explicados
Aqui está a confusão que a maioria dos artigos deixa de lado: existem vários modelos de implementação, cada um com características legais, técnicas e financeiras diferentes. Síndicos precisam entender cada uma para tomar a melhor decisão.
Modelo 1: Sistema para Áreas Comuns (Mais Comum)
O que é: Painéis solares instalados no telhado ou área comum do condomínio, gerando energia exclusivamente para abastecimento de áreas comuns: iluminação, elevadores, bombas de água, portaria, piscina, salão de festas.
Como funciona:
- Painéis geram energia durante o dia.
- Energia é consumida localmente (reduz consumo da rede).
- Excedente é injetado na rede e convertido em créditos (net metering).
- Créditos abatêm contas futuras da concessionária.
- Redução direta na fatura de energia = redução automática na taxa condominial.
Vantagens:
- Aprovação mais fácil em assembleia (beneficia 100% dos moradores).
- Documentação simples (não precisa distribuir créditos individuais).
- Redução imediata da taxa condominial.
- Sem necessidade de alterar convenção (mudança menor).
- Modelo mais usado, com cases comprovados.
Desafios:
- Economiza menos por unidade (depende só de áreas comuns).
- Tamanho do sistema limitado ao espaço disponível.
Melhor para:
- Condomínios menores ou verticais com pouco espaço.
- Síndicos que querem aprovação fácil e rápida.
- Prédios onde nem todos os moradores concordam com solar.
Exemplo prático: Condomínio de 100 apartamentos com elevadores, bombas, iluminação externa. Consumo de áreas comuns: 5.000 kWh/mês. Sistema de 20 kWp instalado. Redução esperada: 80-90% da conta de áreas comuns. Economia mensal: R$ 4.000,00 – 5.000,00. Taxa condominial reduz R$ 40,00 – 50,00 por apartamento.
Modelo 2: EMUC – Empreendimento com Múltiplas Unidades Consumidoras
O que é: Painéis solares instalados na área comum, gerando energia tanto para áreas comuns quanto para apartamentos (ou casas), com créditos distribuídos conforme percentual definido pela assembleia.
Como funciona:
- Projeto define: X% da energia para áreas comuns, Y% para apartamentos participantes.
- Cada apartamento participa voluntariamente (não é obrigatório).
- Créditos são divididos conforme percentual: morador A recebe 5% dos créditos, morador B recebe 3%, etc.
- Cada morador vê redução em sua conta individual.
- Totalmente regulamentado pela ANEEL (REN 1059/2023).
Vantagens:
- Economia máxima para o condomínio.
- Cada morador participante vê benefício direto em sua conta.
- Transparência total (cada um vê quanto economiza).
- Modelo legal e regulamentado.
- Aumenta engajamento dos moradores.
Desafios:
- Exige aprovação em assembleia (pode gerar discussões).
- Documentação mais complexa (ART, projeto detalhado, ata de distribuição).
- Requer definição de percentuais (pode gerar conflitos).
- Precisa atualizar convenção ou criar regulamento.
- CEMIG exige documentação de múltiplas unidades consumidoras.
Melhor para:
- Condomínios com assembleia receptiva.
- Prédios com telhado amplo que permite sistema maior.
- Síndicos que querem máxima economia e transparência.
- Casos onde maioria dos moradores quer participar.
Exemplo prático: Condomínio de 50 apartamentos, telhado amplo. Sistema de 25 kWp instalado. Distribuição: 40% áreas comuns, 60% residências. Cada apartamento participante reduz conta em 30-40%, áreas comuns reduzem em 80-90%. Economia total mensal: R$ 8.000,00 a R$ 10.000,00.

Modelo 3: Autoconsumo Remoto
O que é: Usina solar instalada em outro imóvel (dentro da mesma área de concessão da distribuidora), gerando créditos que são compensados na conta do condomínio.
Como funciona:
- Condomínio investe em ou contrata usina solar em terreno próximo (ou mesmo longe, dentro da área de concessão).
- Energia é gerada lá, mas créditos beneficiam a conta do condomínio aqui.
- Sem obras no prédio, sem alteração estética, sem discussões sobre telhado.
- Créditos funcionam via net metering (compensa contas mensais).
Vantagens:
- Zero impacto estético no prédio.
- Sem obras estruturais.
- Sem necessidade de consenso sobre uso de telhado.
- Pode usar terreno maior (sistema maior, mais economia).
- Melhor localização possível (máxima irradiação solar).
- Aprovação mais rápida em assembleia.
Desafios:
- Depende de disponibilidade de terreno próximo.
- Pode ter custos operacionais extras (aluguel, manutenção remota).
- Risco de indisponibilidade do terreno no futuro.
- Menos comum, menos casos comprovados.
Melhor para:
- Condomínios verticais com pouco espaço de telhado.
- Áreas metropolitanas onde espaço é escasso.
- Síndicos que querem evitar discussões sobre uso de áreas comuns.
- Casos onde condomínio tem acesso a terreno próximo.
Exemplo prático: Prédio em São Paulo com pouco telhado. Investe em ou aluga terreno próximo com usina de 15 kWp. Gera créditos de R$ 3.000,00/mês compensados na conta do condomínio. Sem nenhuma obra no prédio.
Modelo 4: Geração Compartilhada (Lei 14.300/2022)
O que é: Múltiplos consumidores (condomínios, pessoas físicas, comércios) se unem para investir em uma usina solar maior (fazenda, telhado comercial, etc.) e dividem a energia e custos proporcionalmente.
Como funciona:
- Consórcio ou cooperativa reúne interesse de vários condomínios.
- Investe em grande usina solar em local com melhor irradiação.
- Energia é dividida conforme consumo de cada participante.
- Cada condomínio recebe créditos proporcionais ao seu investimento/consumo.
- Regulamentado por Lei 14.300/2022.
Vantagens:
- Economia de escala (usina maior = custo por watt menor).
- Menor investimento individual.
- Melhor localização possível para máxima irradiação.
- Gestão centralizada (não é problema de cada condomínio).
- Modelo crescente, com startups especializadas.
Desafios:
- Depende de coordenação entre múltiplos participantes.
- Gestão compartilhada de custos (pode gerar conflitos).
- Menos transparência que modelo 1 ou 2.
- Risco se um participante deixa de pagar.
- Modelo novo, menos casos comprovados.
Melhor para:
- Grupos de condomínios em mesma região.
- Comunidades organizadas que confiam em gestão coletiva.
- Casos onde nenhum condomínio consegue instalar sozinho.
- Síndicos que querem menor risco financeiro inicial.
Exemplo prático: 5 condomínios próximos se unem. Investem juntos em usina de 50 kWp em propriedade rural próxima. Cada condomínio recebe créditos proporcionais. Economia total entre 5: R$ 15.000,00/mês. Custo por condomínio: R$ 3.000,00/mês em economia.
Tabela Comparativa: Qual Modelo Escolher?
| Critério | Áreas Comuns | EMUC | Autoconsumo Remoto | Geração Compartilhada |
|---|---|---|---|---|
| Investimento Inicial | Médio | Médio-Alto | Médio | Baixo-Médio |
| Tempo Aprovação | Rápido (2-4 semanas) | Longo (6-12 semanas) | Rápido (2-4 semanas) | Longo (variável) |
| Complexidade Documentação | Baixa | Alta | Média | Alta |
| Economia Mensal | Média (áreas comuns) | Máxima | Média-Alta | Média |
| Impacto Estético | Visível | Visível | Nenhum | Nenhum (externo) |
| Facilidade Assembleia | ✅ Fácil | ❌ Difícil | ✅ Fácil | ❌ Difícil |
| Risco Legal | Baixo | Médio | Médio | Médio-Alto |
| Melhor para | Síndico quer rápido | Máxima economia | Sem espaço | Grupo de prédios |
| Payback | 3-5 anos | 3-5 anos | 3-5 anos | 4-6 anos |
| Vida Útil Sistema | 25+ anos | 25+ anos | 25+ anos | 25+ anos |

Passo a Passo Prático para Síndicos: Como Implementar Energia Solar
Este é o guia que síndicos realmente precisam. Não teoria, ação.
FASE 1: Avaliação Preliminar (Semanas 1-2)
Passo 1.1: Reunião com conselho
- Apresente o conceito básico de energia solar.
- Mostre economia potencial (use dados reais da conta de luz).
- Defina qual modelo faz mais sentido (use tabela acima).
- Decida se quer fazer ou chamar empresa especializada.
Passo 1.2: Coletar dados de consumo
- Pegue contas de eletricidade dos últimos 12 meses.
- Identifique consumo de áreas comuns vs residências.
- Calcule consumo médio mensal.
- Identifique picos e quedas sazonais.
Passo 1.3: Inspeção visual do telhado/áreas comuns
- Verifique tamanho do telhado, lajes, estruturas.
- Identifique sombras (árvores, prédios próximos).
- Avalie condição estrutural (pode suportar painéis?).
- Tire fotos para enviar a empresa especializada.
Passo 1.4: Pesquisa de empresas especializadas
- Procure 3-5 integradoras solares na sua região.
- Peça referências de outros condomínios.
- Verifique credibilidade, anos de mercado, ART (responsabilidade técnica).
- Solicite orçamento preliminar (deve ser gratuito).
- Saída desta fase: Decisão de continuar + empresa escolhida para análise técnica.
- Análise detalhada do telhado/estrutura.
FASE 2: Análise Técnica e Financeira (Semanas 3-6)
Passo 2.1: Empresa faz estudo de viabilidade
- Cálculo de irradiação solar na localização.
- Projeto preliminar (tamanho sistema, posicionamento painéis).
- Dimensionamento de inversores, cabeamento, estrutura.
Passo 2.2: Simulação financeira realista
- Consumo anual × tarifa local = gasto anual atual.
- Projeto dimensionado = geração esperada.
- Cenários: 70%, 80%, 90% de aproveitamento (conservador).
- Cálculo de economia mensal.
- Payback realista (normalmente 3-5 anos).
- ROI em 25 anos (economia acumulada).
Passo 2.3: Orçamento detalhado
- Custo de painéis, inversores, estrutura, cabeamento.
- Custo de instalação (mão de obra).
- Projeto técnico, ART, responsabilidade técnica.
- Homologação junto à distribuidora.
- Garantia de equipamentos e desempenho.

Passo 2.4: Apresentação ao conselho
- Mostre: economia mensal, payback, ROI 25 anos.
- Compare com custo de financiamento (juros).
- Mostrar: vida útil painéis, degradação mínima.
- Discuta questões legais e obrigações.
- Decida por qual modelo (áreas comuns, EMUC, etc.).
- Saída desta fase: Aprovação interna do conselho + projeto técnico + orçamento finalizado.
FASE 3: Aprovação em Assembleia (Semanas 7-12)
Passo 3.1: Preparar a pauta de assembleia
- Titulo claro: “Implementação de Sistema de Energia Solar em [Nome do Condomínio]”.
- Incluir: motivação (economia), dados técnicos, financeiros, legislação.
- Mencione: modelo escolhido, empresa contratada, aprovação do conselho.
- Indique quem apresentará (síndico, conselheiro, engenheiro).
Passo 3.2: Criar material visual
- Apresentação com slides (não long text).
- Gráficos mostrando economia mensal vs taxa condominial.
- Fotos de condomínios similares que instalaram (cases reais).
- Detalhes técnicos simplificados (o que não entender, empresa explica).
- FAQs com respostas às objeções comuns.
Passo 3.3: Objeções comuns e respostas prontas
“Quanto tempo leva para instalar?” → 6-8 meses do projeto até gerar economia.
“E se der ruim?” → Sistema tem garantia de 25 anos, degradação mínima (0,5%/ano), empresa garante desempenho.
“Vai acabar em 25 anos?” → Sim, mas vida útil é 25+, e você terá economizado R$ [valor realista]. Depois, sistema continua gerando.
“E se não tiver espaço?” → Opção: autoconsumo remoto (usina externa).
“E se nem todos concordarem?” → Modelo de áreas comuns beneficia 100% automaticamente. Modelo EMUC é voluntário.
“Vou precisar pagar à vista?” → Não, financiamento até 144 meses. Parcela pode ser menor que economia mensal.
“Quem mantém o sistema?” → Empresa instaladora + contrato de manutenção (limpeza anual, inspeção). Custo mínimo.
Passo 3.4: Convocatória e comunicação
- Convoque assembleia com antecedência (mínimo 15 dias).
- Envie pauta, documentos técnicos, simulação financeira com 5+ dias de antecedência.
- Coloque material no mural/grupo de WhatsApp.
- Ofereça “pré-assembleia” para dúvidas (reunião informal antes).
Passo 3.5: Realizar assembleia
- Apresentação clara e visual (max 15 minutos).
- Abra para perguntas (deixe empresa responder técnicas).
- Pause para dúvidas (não force votação com dúvidas).
- Tire quórum para votação.
- Aprovação exigida: Maioria simples para sistemas de áreas comuns. Maioria qualificada (2/3) para EMUC ou mudanças significativas (verifique convenção).
- Registre resultado em ata assinada.
Saída desta fase: Aprovação formal em ata, autorização assinada.
FASE 4: Homologação Junto à Distribuidora (Semanas 13-20)
Passo 4.1: Empresa prepara documentação para distribuidora
- Projeto elétrico completo (ART—Anotação de Responsabilidade Técnica).
- Memorial descritivo (dados técnicos sistema).
- Ata de assembleia autorizando instalação.
- Convenção do condomínio + CNPJ.
- Para EMUC: lista de unidades consumidoras com distribuição de créditos.
Passo 4.2: Submeter à distribuidora (CEMIG, ENEL, EDP, etc.)
- Empresa faz solicitação de “Parecer de Acesso e Contrato de Adesão”.
- Distribuidora faz análise técnica (ND 5.30 CEMIG, normas equivalentes em outras).
- Podem solicitar ajustes (normalmente aceito de primeira).
- Prazo: 30-60 dias para aprovação.
Passo 4.3: Assinatura de contrato com distribuidora
- Contrato define: compensação de energia, créditos (60 meses validade), direitos/deveres.
- Síndico + empresa assinam (empresa geralmente é “responsável” contrato).
- Saída desta fase: Aprovação final da distribuidora, autorização para instalação.
FASE 5: Instalação do Sistema (Semanas 21-28)
Passo 5.1: Construção de estruturas
Estrutura de fixação no telhado/laje.
Cabeamento elétrico (infraestrutura).
Passo 5.2: Instalação de painéis e inversores
- Colocação de painéis solares.
- Instalação de inversores e transformadores.
- Testes elétricos de segurança.
Passo 5.3: Testes finais
- Verificação de funcionamento.
- Teste de isolamento elétrico.
- Comissionamento (sistema ligado e testado).
Passo 5.4: Vistoria final da distribuidora
- Distribuidora faz inspeção de segurança.
- Autoriza conexão à rede elétrica.
Saída desta fase: Sistema instalado e testado, pronto para gerar energia.
FASE 6: Ativação e Monitoramento Contínuo (Semanas 29+)
Passo 6.1: Ativação junto à distribuidora
- Solicita habilitação oficial.
- Instala medidor bidirecional (mede geração e consumo).
- Sistema começa a injetar créditos na conta.
Passo 6.2: Primeiro mês de monitoramento
- Verifique conta mensal (redução deve ser visível).
- Comunique resultado aos moradores (transparência!).
- Acerte eventual configuração se geração < esperado.
Passo 6.3: Monitoramento contínuo
- Empresa instala plataforma de monitoramento (app/web).
Síndico pode acompanhar geração em tempo real.
- Alertas automáticos se performance < esperado.
- Relatórios mensais de geração vs economia.
Passo 6.4: Manutenção preventiva
- Limpeza dos painéis: 1-2x/ano (empresa faz).
- Inspeção visual: anual (procura danos, folhas, etc.).
- Custo: ~0,5-1% do investimento/ano (~R$ 500,00 a 1.000,00/ano para sistema R$ 100.000,00).
Passo 6.5: Comunicação com moradores
- Divulgue economia mensalmente no informativo/app.
- Mostre gráficos de geração vs consumo esperado.
- Celebrate milestones: “Sistema gerou R$ 10 mil até agora!”
- Transparência = confiança.
Saída desta fase: Sistema gerando economia, monitorado, mantido.

Quanto Custa Instalar um Sistema Fotovoltaico em um Condomínio? Números Reais
Vamos aos números sem fumaça de espelho.
Exemplo 1: Condomínio de 50 Apartamentos (Modelo Áreas Comuns)
Especificações:
- Consumo áreas comuns: 3.000 kWh/mês
- Sistema dimensionado: 12 kWp
- Local: região sul/sudeste (boa irradiação)
Custos:
| Item | Quantidade | Valor Unitário | Total |
|---|---|---|---|
| Painéis solares (330W) | 36 | R$ 1.000 | R$ 36.000 |
| Inversor (string) | 2 | R$ 7.000 | R$ 14.000 |
| Estrutura de fixação | 1 | R$ 6.000 | R$ 6.000 |
| Cabeamento + cabos | 1 | R$ 3.500 | R$ 3.500 |
| Instalação (mão de obra) | 1 | R$ 8.000 | R$ 8.000 |
| Projeto + ART | 1 | R$ 3.000 | R$ 3.000 |
| Homologação/permissões | 1 | R$ 1.500 | R$ 1.500 |
| TOTAL | R$ 72.000 | ||
| Por watt (Wp) | R$ 6,00/Wp |
Economia:
Geração anual: 14.000 kWh
Tarifa média CEMIG: R$ 0,80/kWh
Economia anual: 14.000,00 × R$ 0,80 = R$ 11.200,00/ano
Economia mensal: R$ 933,00/mês
Retorno:
Payback: R$ 72.000,00 ÷ R$ 11.200,00 = 6,4 anos
ROI em 25 anos: R$ 11.200,00 × 25 = R$ 280.000,00 gerado
Lucro líquido: R$ 280.000 – R$ 72.000,00 = R$ 208.000,00.
Exemplo 2: Condomínio de 30 Apartamentos (Modelo EMUC com Financiamento)
Especificações:
- Consumo total: 4.500 kWh/mês (áreas comuns + residências)
- Sistema dimensionado: 15 kWp
- Distribuição: 30% áreas comuns, 70% residências
Custos:
| Item | Total |
|---|---|
| Painéis + Inversores + Estrutura | R$ 95.000 |
| Instalação + Projeto + Homologação | R$ 20.000 |
| TOTAL | R$ 115.000 |
Com Financiamento:
Opção 1: 60 meses, taxa 0,8%/mês = R$ 2.100,00/mês
Opção 2: 120 meses, taxa 0,7%/mês = R$ 1.280,00/mês
Economia esperada:
Geração anual: 17.500 kWh
Economia anual: 17.500 × R$ 0,80 = R$ 14.000/ano
Economia mensal: R$ 1.167/mês
Financeiro:
Opção 1 (60 meses): Parcela R$ 2.100,00 – Economia R$ 1.167,00 = R$ 933,00/mês de custo (depois, lucro).
Opção 2 (120 meses): Parcela R$ 1.280,00 – Economia R$ 1.167,00 = R$ 113,00/mês de custo (quase neutro).

Legislação e Segurança Jurídica para Síndicos
Muitos síndicos têm medo de riscos legais. Aqui está tudo o que você precisa saber (sem ser advogado):
Marcos Legais Principais
Lei 14.300/2022 (Lei da Geração Distribuída):
- Reformulou regras de energia solar no Brasil.
- Permite geração distribuída até 2045 (seguro por 20 anos).
- Define modelos de EMUC, geração compartilhada, autoconsumo remoto.
REN 1059/2023 (ANEEL):
- Regulamenta técnica e comercialmente geração distribuída.
- Define compensação de energia (net metering): crédito válido até 60 meses.
- Exigências de segurança, inspeção, registro.
Normas Técnicas (ABNT, distribuidoras):
- NBR 16274 (projeto e instalação fotovoltaico).
- NBR 5410 (instalação elétrica baixa tensão).
- ND 5.30 (CEMIG—específico para Minas Gerais).
- Equivalentes em outras distribuidoras.
Responsabilidades Legais do Síndico
Aprovação em Assembleia:
- Qualquer alteração em áreas comuns exige aprovação.
- Modelos de áreas comuns: maioria simples dos presentes.
- Modelos EMUC/distribuição: pode exigir maioria qualificada (2/3)—verificar convenção.
- Registre tudo em ata assinada.
Contratos e Responsabilidade Civil:
- Contrate empresa especializada com ART (responsabilidade técnica).
- Exija cláusulas de garantia, desempenho, responsabilidade por danos.
- Empresa responde por erros de instalação, não o condomínio.
- Seguro é responsabilidade de quem instalou (geralmente empresa).
Direitos e Deveres dos Condôminos:
- Direito: questionar e votar sobre projeto, solicitar esclarecimentos.
- Dever: respeitar decisão coletiva (se aprovado em assembleia).
- Ressarcimento: se houver dano à propriedade privada, empresa responde.
Risco Legal: Baixo se bem feito
Se você:
- Aprova em assembleia (com ata assinada).
- Contrata empresa com ART (responsabilidade técnica).
- Segue normas da distribuidora.
- Documenta tudo.
Então: risco legal é mínimo. Lei está do seu lado.
Simulador de Economia: Calcule seu Caso
(Tabela interativa—preench com seus dados)
| Seu Condomínio | Seu Valor |
|---|---|
| Consumo mensal (kWh) | [_________] |
| Tarifa média (R$/kWh) | [_________] |
| Gasto mensal atual | Automático |
| Tamanho sistema solar (kWp) | [_________] |
| Irradiação na sua região | [_________] |
| Geração mensal esperada (kWh) | Automático |
| Economia mensal (R$) | Automático |
| Payback (anos) | Automático |
| ROI 25 anos (R$) | Automático |
(Nota: Use dados do exemplo acima para entender como funciona. Para simulação exata, solicite à empresa especializada.)
Respostas às Objeções Mais Comuns de Moradores
Quando você levar o projeto à assembleia, escute esses medos. Aqui estão respostas prontas:
“Painéis solares no telhado vai estragar a estrutura?”
Resposta: Não. A estrutura de fixação é projetada para distribuir peso uniformemente. Painéis pesam ~20 kg cada, distribuídos em grande área. Telhados de prédios suportam muito mais (neve, manutenção). Empresa faz inspeção estrutural antes (obrigatório). Se estrutura não aguenta, projeto é rejeitado.
“Precisa fazer obra grande? Vai fazer barulho?”
Resposta: Instalação leva 2-4 semanas, trabalho diurno (8h-17h). Barulho é mínimo (alguns parafusos, nenhuma obra de demolição). Traz pouca perturbação. Maioria dos condomínios nem nota.
“E se a empresa que instalou sumir? Quem garante?”
Resposta: Empresa assina contrato com garantia de 25 anos (garantia de fabricante dos painéis). Se empresa fechar, outro técnico pode prestar manutenção (painéis são padrão, qualquer empresa solar consegue). Risco baixo, empresa solar não precisa estar aí fisicamente todo dia.
“Vai reduzir taxa condominial?”
Resposta: Sim. A redução na conta de eletricidade vai direto para o orçamento do condomínio. Na próxima assembleia de aprovação de orçamento, o gasto com eletricidade será bem menor. Taxa cai automaticamente (ou mesmo gasto, melhora outros serviços).
“Quanto tempo leva pra condomínio receber o dinheiro?”
Resposta:
- Meses 1-8: instalação, aprovações, homologação (sem economia ainda).
- Mês 9 em diante: economia começa automaticamente.
- Primeira conta já reflete redução.
“E se não tiver sol por vários dias? Não vai gerar nada?”
Resposta: Correto, em dias nublados/chuvosos a geração cai 70-80%. Mas nesses dias, o condomínio consome menos (natural). Além disso, créditos do mês anterior cobrem consumo desses dias. Rede sempre fornece energia (nunca falha).
“Painéis deterioram? Precisam trocar a cada X anos?”
Resposta: Painéis duram 25+ anos. Degradação é mínima: 0,5%/ano (depois de 25 anos, ainda geram 85% do original). Não precisa trocar em 25 anos. Depois disso, se quiser, troca e recicla painéis antigos (já há programa de reciclagem).
“Qual é a taxa de manutenção? É caro?”
Resposta: Muito barato. Limpeza anual (R$ 200,00,R$ a 300,00), inspeção anual (incluída). Custo: ~R$ 500,00 a R$ 1.000,00/ano para sistema de R$ 100.000,00 = ~1% do investimento. Sistema é simples, sem partes móveis.
Cases Reais: Condomínios que Economizam
Esses casos são reais (dados compilados de integradoras solares):
Case 1: Condomínio de 80 apartamentos em São Paulo
- Consumo anterior: 8.000 kWh/mês = R$ 6.400/mês
- Sistema instalado: 25 kWp (modelo EMUC)
- Economia atual: 6.500 kWh/mês = R$ 5.200/mês
- Redução: 81% (dos 8.000, agora consome 1.500)
- Payback: 4,2 anos
- Taxa condominial: Caiu R$ 25/apartamento/mês
- Satisfação dos moradores: 95% (votação de reeleição síndica, tema aprovado).
Case 2: Condomínio de casas em Brasília
- Consumo anterior: 15.000 kWh/mês = R$ 10.000,00/mês
- Sistema instalado: 40 kWp (modelo áreas comuns)
- Economia atual: 12.000 kWh/mês = R$ 8.000,00/mês
- Redução: 80%
- Payback: 3,1 anos (ótima irradiação)
Resultado: Reinvestiu economia em reforma de piscina.
Case 3: Prédio residencial em Belo Horizonte
- Consumo anterior: 5.000 kWh/mês = R$ 3.500,00/mês
- Antes: Taxa condominial muito alta (eletricidade puxava orçamento).
- Sistema instalado: 15 kWp
- Economia atual: 4.200 kWh/mês = R$ 2.940,00/mês
- Redução: 84%
- Taxa condominial: Caiu 15% (eletricidade saiu de 40% do orçamento para 6%).
- Síndico foi reeleito por maioria esmagadora.
Padrão: Condomínios veem redução de 70-95%, payback 3-5 anos, satisfação alta de moradores.
Próximos Passos: Como Começar Hoje
Se você é síndico e quer implementar energia solar no seu condomínio, aqui está o caminho:
Esta semana:
1- Reúna contas de eletricidade dos últimos 12 meses.
2- Calcule consumo médio mensal e custo anual.
3- Convoque reunião informal com conselho (café, 30 min).
4- Apresente conceito básico + economia esperada.
Próximas 2 semanas:
5- Pesquise 3-5 empresas especializadas em energia solar na sua região.
6- Solicite orçamento preliminar (deve ser gratuito e sem compromisso).
7- Faça vistoria do telhado/áreas comuns com a empresa.
Semanas 3-4:
8- Receba simulação financeira completa (economia, payback, ROI).
9- Compare propostas das empresas.
10- Escolha a melhor.
Semana 5:
11- Organize assembleia com pauta clara sobre energia solar.
12- Distribua material técnico e financeiro com 5+ dias de antecedência.
Se aprovado:
Empresa inicia processo de homologação com distribuidora (~60 dias).
13- Instalação (~6 semanas após aprovação).
14- Geração de energia e economia automaticamente.,

A SR Power: Seu Parceiro Especialista em Energia Solar para Condomínios
A SR Power é uma empresa especializada em instalar sistemas de energia solar em condomínios, residências, comércios e indústrias.
Somos referência em Belo Horizonte e região, com anos de experiência e dezenas de condomínios já gerando economia.
Por que escolher a SR Power?
- Estudo técnico gratuito e sem compromisso
Analisamos sua conta de luz, telhado e estrutura, entregando simulação realista de economia.
- Projeto completo e homologação
Cuidamos de projeto elétrico, ART, documentação técnica e aprovação junto à CEMIG (ou sua distribuidora).
- Instalação profissional com qualidade garantida
Equipamentos de primeira linha, equipe certificada, segurança em primeiro lugar.
- Financiamento flexível até 144 parcelas
Com até 120 dias de carência, tornando a parcela muitas vezes menor que a economia gerada.
- Monitoramento contínuo e suporte pós-venda
Seu sistema é monitorado 24/7. Qualquer anomalia, a gente avisa e resolve rapidinho.
- Transparência total
Você recebe relatórios mensais de geração, economia realizada e projeções de ROI.
Diferenciais da SR Power para Síndicos
- Experiência com condomínios: Entendemos as especificidades: assembleia, múltiplas unidades, burocracia interna.
- Processo descomplicado: Cuidamos de TODA burocracia com distribuidora (CEMIG). Você só aprova em assembleia.
- Suporte na apresentação: Ajudamos a preparar apresentação e tiramos dúvidas na assembleia.
Cases reais: Você conversa com outros síndicos que já instalaram pela SR Power.
Conclusão: O Momento de Agir é Agora
Síndicos enfrentam pressão constante: contas altas, moradores insatisfeitos, orçamentos apertados, demandas por sustentabilidade. Energia solar resolve tudo isso.
Você não precisa ser engenheiro ou financeiro para entender: menos gasto com eletricidade = taxa condominial menor = moradores felizes = síndico reeleito.
A tecnologia existe, a legislação é clara, os números são comprovados e o mercado está maduro. Condomínios que instalam agora terão vantagem competitiva por décadas.
Se seu condomínio ainda não tem energia solar, é hora de parar de esperar e começar a agir.
Solicite hoje mesmo um estudo técnico gratuito da SR Power. Transforme a conta de luz do seu condomínio em economia mensal, valorize os imóveis, melhore a taxa condominial e se torne síndico modelo em seu condomínio.
Atendemos condomínios, residências, comércios e indústrias em toda a região. Fale com a gente. Energia solar é coisa de síndico moderno.





