A pergunta que mais ouvimos antes de qualquer orçamento é direta: a partir de quantos kWh compensa instalar energia solar? É uma pergunta justa, e a resposta honesta não é um número mágico. É um cálculo que depende do seu consumo, da tarifa da sua concessionária e do quanto você paga por mês na conta de luz.
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ToggleVamos fazer esse cálculo juntos, com exemplos reais baseados na tarifa da Cemig, a distribuidora que atende Belo Horizonte e a maior parte de Minas Gerais.
O kWh não é o único número que importa
Muita gente pergunta “quantos kWh”, mas o que determina a viabilidade do sistema é o valor da sua conta de luz, não só o volume de energia consumida.
Isso porque a tarifa de energia varia por concessionária, subgrupo tarifário e encargos. Dois clientes que consomem 300 kWh/mês podem pagar valores bem diferentes dependendo de onde moram. Se você ainda está avaliando se o investimento faz sentido no seu caso, o artigo energia solar em BH vale a pena em 2026 traz uma análise completa de custos e retorno.
Em Belo Horizonte, clientes residenciais pagam à Cemig uma tarifa efetiva que, somando TE (Tarifa de Energia), TUSD, encargos e ICMS, fica em torno de R$ 0,82 a R$ 0,95 por kWh (valores de referência 2025). Para os exemplos deste artigo, usamos R$ 0,87/kWh como referência conservadora.
A partir de qual consumo o sistema começa a compensar?

A resposta mais direta: em BH, sistemas solares passam a ser economicamente atrativos a partir de um consumo mensal acima de 200 kWh, o que corresponde a uma conta de aproximadamente R$ 175,00 a R$ 200,00 por mês.
Abaixo disso, o sistema ainda pode ser instalado, mas o prazo de retorno se estende, e o tamanho mínimo dos equipamentos disponíveis no mercado tende a ficar superdimensionado para o consumo real.
Acima de 300 kWh/mês, a lógica financeira fica cada vez mais clara:
| Consumo mensal | Conta estimada (Cemig) | Sistema indicado | Payback estimado |
|---|---|---|---|
| 200 kWh | R$ 174,00 | ~1,6 kWp | 5 a 7 anos |
| 300 kWh | R$ 261,00 | ~2,4 kWp | 4 a 6 anos |
| 400 kWh | R$ 348,00 | ~3,2 kWp | 3 a 5 anos |
| 600 kWh | R$ 522,00 | ~4,8 kWp | 3 a 4 anos |
Estimativas com tarifa de R$ 0,87/kWh e irradiação média de BH (5,2 HSP/dia). Payback considera o cenário do fio B vigente em 2025.
Quanto maior o consumo, menor o tempo de retorno. Isso porque o investimento fixo em projeto, mão de obra e homologação é o mesmo para todos, e uma economia mensal maior paga esse custo mais rápido.
Como o consumo define o tamanho do sistema
O tamanho do sistema é medido em kWp (quilowatt-pico), que representa a potência total instalada nos painéis. Já o consumo é medido em kWh (quilowatt-hora), a energia que você usa por mês. São grandezas diferentes e é comum confundi-las.
O dimensionamento em BH segue esta lógica:
kWp necessário = kWh/mês ÷ (HSP/dia × 30 dias × performance ratio)
Para Belo Horizonte:
- Irradiação média anual: 5,2 HSP/dia (fonte: CRESESB/Atlas Solarimétrico do Brasil)
- Performance ratio típico: 0,80 (considerando perdas reais do sistema)
Para uma residência com 400 kWh/mês:
kWp = 400 ÷ (5,2 × 30 × 0,80) = 400 ÷ 124,8 ≈ 3,2 kWp
Esse sistema usa aproximadamente 6 painéis de 550 Wp e um inversor de 3,0 kW.
Existe um consumo mínimo que o sistema não consegue cobrir?
Sim, e é importante entender isso antes de fechar qualquer contrato.
Clientes com sistemas on-grid (conectados à rede, que é a grande maioria das instalações residenciais) sempre terão um valor mínimo na conta de luz. Esse valor é chamado de custo de disponibilidade e é cobrado pela Cemig independentemente do quanto o sistema gera:
- Instalação monofásica (residencial padrão): 30 kWh/mês
- Instalação bifásica: 50 kWh/mês
- Instalação trifásica: 100 kWh/mês
Mesmo gerando 100% do que você consome, você ainda recebe uma fatura com esse valor mínimo. A redução máxima real na conta fica entre 90% e 95%, não 100%. Quem prometer conta zero está sendo impreciso.
O fio B mudou o cálculo?
Sim, e qualquer empresa séria precisa explicar isso antes de vender.
A Lei 14.300/2022 (Marco Legal da Geração Distribuída) regulamentou a cobrança gradual do fio B, que é a tarifa pelo uso das redes de distribuição (TUSD fio B) sobre a energia excedente injetada na rede. Para sistemas instalados em 2025, há desconto de 40% nessa tarifa.
| Ano de conexão | Desconto no fio B |
|---|---|
| 2023 | 80% |
| 2024 | 60% |
| 2025 | 40% |
| 2026 | 20% |
| A partir de 2027 | 0% (pagamento integral) |
O ponto mais importante: o fio B incide apenas sobre a energia excedente injetada na rede, não sobre a energia gerada e consumida diretamente. Quem usa boa parte da geração solar no próprio imóvel durante o dia (ar condicionado, bomba de água, equipamentos em geral) é menos afetado. Para quem quer autonomia total mesmo em queda de energia da rede, o sistema híbrido com bateria de lítio elimina essa dependência.
Para residências com consumo acima de 300 kWh/mês em BH, os sistemas seguem com payback entre 3 e 6 anos mesmo com o fio B do cenário 2025.
Exemplo prático: residência em BH com 400 kWh/mês
Conta completa para um caso típico na capital mineira.
Dados de entrada:
- Consumo: 400 kWh/mês
- Conta atual: aproximadamente R$ 348,00/mês (tarifa Cemig residencial, referência 2025)
- Sistema dimensionado: 3,2 kWp, 6 painéis de 550 Wp, inversor de 3,0 kW
- Geração estimada: 400 kWh/mês (em média anual)
- Investimento estimado: R$ 17.600,00 a R$ 20.800,00 instalado
Resultado após instalação:
- Redução na conta: R$ 300,00 a R$ 320,00/mês (mantendo custo de disponibilidade e fio B)
- Economia anual: aproximadamente R$ 3.700,00
- Payback estimado: 4,5 a 5,5 anos (cenário fio B 2025)
- Após o payback: o sistema segue gerando por mais 20 a 25 anos pagando apenas a tarifa mínima
Esses números são estimativas com base em condições médias. O dimensionamento real depende da análise da conta, da orientação do telhado e do sombreamento específico do imóvel.
Para comércio e indústria, o ponto de virada é diferente?

Sim. Consumidores comerciais e industriais operam em subgrupos tarifários com características diferentes:
- A tarifa efetiva costuma ser mais alta no comercial (B2) e no industrial de média tensão
- O consumo em horário solar é maior, o que aumenta o aproveitamento direto da geração
- O componente de demanda (kW contratado) pode ser reduzido em alguns casos
Para empresas com fatura acima de R$ 800,00/mês, o payback típico fica entre 2 e 4 anos, com retorno mais rápido do que no residencial. O artigo sobre energia solar para empresas em Belo Horizonte detalha os critérios específicos para o segmento comercial.
Quando a energia solar não compensa

Honestidade é parte do processo. Existem situações em que o sistema pode não ser a melhor decisão no momento:
- Consumo abaixo de 150 kWh/mês: o custo de disponibilidade já representa parte significativa da conta, e o payback tende a ser longo.
- Telhado com sombreamento severo: árvores altas, edifícios vizinhos ou estruturas que bloqueiam o sol reduzem muito a geração e comprometem a viabilidade. Isso precisa ser avaliado antes de qualquer contrato.
- Telhado sem estrutura adequada: lajes muito antigas, telhados com amianto fragilizado ou área muito limitada podem inviabilizar a instalação ou encarecer demais o projeto.
- Imóvel alugado sem anuência do proprietário: o sistema valoriza o imóvel e beneficia quem fica. Sem acordo com o dono, o investimento não faz sentido para o locatário.
Como a SR Power analisa antes de propor qualquer sistema
A SR Power não começa pelo contrato, começa pela análise. Saber como escolher uma empresa de energia solar em BH faz toda a diferença: empresas sérias apresentam um diagnóstico antes de apresentar uma proposta.
Nosso processo tem cinco etapas:
- Análise da conta de luz: consumo mês a mês, picos sazonais, tipo de tarifa
- Vistoria técnica: orientação do telhado, sombreamento, estrutura disponível, padrão de entrada
- Dimensionamento personalizado: calculamos o sistema para o consumo real, não para o maior sistema possível
- Proposta com dados concretos: geração esperada, economia mensal e anual, payback estimado
- Homologação junto à Cemig: tocamos esse processo do início ao fim, sem terceirização
Se o sistema não compensar para o seu caso, falamos isso antes de vender. Atendemos BH, toda a RMBH e interior de Minas Gerais desde 2016. Ariana Magalhães, engenheira de energia pela PUC Minas e fundadora da SR Power, lidera os projetos técnicos.
Perguntas frequentes sobre quando compensa energia solar
Qual o consumo mínimo para instalar energia solar?
Não há um mínimo obrigatório, mas do ponto de vista econômico, residências com consumo abaixo de 200 kWh/mês em BH tendem a ter payback longo (acima de 6 anos) por causa do custo fixo da instalação. Para esses casos, a análise individual vai mostrar se faz sentido.
Vale a pena energia solar para apartamento?
Depende. Se o apartamento tem medidor individual e consumo acima de 200 kWh/mês, pode valer muito. Se o consumo é coletivo, existem sistemas para áreas comuns de condomínios com retorno bastante rápido. Cada caso precisa de análise própria.
A conta de luz pode zerar com energia solar?
Não completamente. Todo imóvel conectado à rede paga o custo de disponibilidade (30, 50 ou 100 kWh/mês conforme o tipo de instalação). A redução máxima realista é de 90% a 95% da conta. Desconfie de quem promete conta zero.
O fio B vai inviabilizar o sistema solar?
Não. O fio B incide só sobre o excedente injetado na rede, e mesmo com a cobrança integral a partir de 2027 os sistemas continuam economicamente viáveis. Para quem consome boa parte da energia durante o dia, o impacto é menor ainda.
Em quanto tempo o sistema se paga em BH?
Para residências com consumo entre 300 e 600 kWh/mês em BH, o payback típico fica entre 3 e 6 anos. Depois disso, o sistema gera por mais 20 a 25 anos com custo mínimo.
Quanto custa instalar energia solar em BH?
Para residências típicas (sistemas entre 3 e 6 kWp), o investimento fica entre R$ 15.000,00 e R$ 35.000,00 instalado, incluindo equipamentos, mão de obra e homologação junto à Cemig (valores de referência 2025). A SR Power faz simulação gratuita com proposta detalhada.
Conclusão: o número depende do seu caso, mas existe uma resposta
A partir de 200 kWh/mês o sistema solar já pode compensar em BH. A partir de 300 kWh/mês, a lógica financeira fica sólida, com payback entre 3 e 6 anos e mais de duas décadas de geração depois disso.
Se a sua conta de luz passa de R$ 250,00/mês em Belo Horizonte ou na RMBH, vale fazer a análise. É gratuita, sem compromisso, e mostra exatamente o que você pode economizar com base no seu consumo real.
Solicite sua simulação gratuita:
WhatsApp: (31) 9 7519-0275
Site: srpower.com.br
Atendemos BH, toda a RMBH e interior de Minas Gerais.






